Este título teve inspiração a
partir da experiência de um aluno de 12 anos e seu envolvimento com a arte e
suas expressões.
Pollock, como será apresentado,
tem Síndrome de Down, associada a Transtorno de Déficit de Atenção e
Deficiência Mental leve e é aluno da rede privada de ensino no município de
Palhoça, SC, e sua história foi relatada para este blog no início de agosto deste ano.
O aluno comunica-se com
pequena dificuldade de pronúncia e expressa seus sentimentos e opiniões se
posicionando diante de questionamentos. Pollock reconhece as letras, escreve
palavras com sílabas simples e está em fase de apropriação de sílabas
complexas, lê sozinho palavras de até três sílabas.
Por apresentar dificuldades na
pronúncia, omitindo preposições durante a verbalização de frases, utiliza-se em
sua aprendizagem, a ferramenta de voz do Google.
![]() |
| Imagem ilustrativa (Google) <acesso em:20/08/2017 |
Os professores, relatam nesta
experiência vigente, que utilizam a tecnologia como elemento para despertar a
curiosidade do aluno e estimular o desenvolvimento de sua fala. Quando Pollock
não sabe escrever uma palavra, ou uma frase que falou não está completa, ele
utiliza a pesquisa por voz do Google, assim o aluno percebe que tem que
articular bem as sílabas durante sua fala, tem que falar com calma, e pronunciar
todas as palavras das frases para que o Google reconheça o que ele quer comunicar.
Para conseguir pesquisar, muitas vezes são
necessárias mais de dez tentativas, porém o aluno persiste comemorando quando
consegue chegar ao resultado esperado, depois que articula as palavras e/ou
frases corretamente, sendo reconhecidas pelo Google, o aluno registra em seu
caderno a escrita da palavra ou tema pesquisado.
Uma de suas professoras cita
como exemplo, uma frase de pesquisa do aluno: “Livro cima mesa” para “O livro
está em cima da mesa”.
Nota-se a importância do uso
da ferramenta tecnológica na aprendizagem, além de dinamizar o aprendizado,
estimula e facilita o entendimento e interação do aluno, do conteúdo e das
relações que acontecem a sua volta.
O aluno também reconhece e
quantifica numerais sequencialmente até 50; realiza operações de adição,
subtração, multiplicação e divisão simples com uso de material concreto.
Apresenta conhecimento sobre história do Brasil, geografia do país, localiza
regiões em mapas, têm vasto interesse sobre plantas e animais e acompanha o ciclo
de metamorfose de borboletas com entusiasmo.
O nome Pollock, é em
referência ao pintor Paul Jackson Pollock, que foi um pintor norte-americano
com ênfase no movimento do expressionismo abstrato, e o aluno em questão,
também se expressa através da arte e pinta telas em sua escola. Em um dos
trechos do filme Pollock (2000), o pintor afirma:
“Não
trabalho a partir de desenhos ou esboços em cores. Minha pintura é direta.
(...) O método de pintar é o resultado natural de uma necessidade. Quero
expressar meus sentimentos, e não ilustrá-los. A técnica é apenas um meio de
chegar a uma declaração. Quando estou pintando, tenho uma ideia geral do que
estou fazendo. Posso controlar o fluxo da pintura: não há acidentes, assim como
não há começo nem fim”.
E assim, acontece com este aluno, segurando a tela
e decidindo para que lado a tinta escorre, ele cria e se expressa, crescendo e
aprendendo com a sensibilidade da arte e as tecnologias que auxiliam na sua
aprendizagem e comunicação com o mundo.
![]() |
| Imagem ilustrativa (Google) <acesso em:20/08/2017> |





